domingo, 23 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Porto Seguro
Porto seguro: Um local que os navios atracam em segurança. Amparo. Confiança. Alguém que está sempre ali, transmitindo força para lutar.
Existem poucas pessoas assim. Mas existem. Pessoas que são como rochas inquebráveis que aguentam intactas, o bater furioso das nossas ondas. Eu vou e volto. Forte ou fraca. Canso e descanso. Sorrio e choro, mas o meu barco tem sempre um porto para voltar. Posso contar com os dedos as pessoas que são assim, que perto ou longe me dão esse abraço confortante. Que aliviam o peito e acalmam o coração com meia dúzia de palavras. Que me inundam de energia que eu nem consigo explicar. Que carregam meu coração nas mãos e curam-lhe as feridas. Que me fazem dormir sorrindo e transformam o meu medo em confiança para lutar.
"A minha maré sobe e desce. O meu convés alaga e esvazia. A minha vela debate, enfurecida, ou navega suave, na brisa. O meu leme apruma ou desgoverna. A proa sacode, alerta, mas o meu navio sem destino, tem um lugar para voltar."
domingo, 2 de dezembro de 2012
With me
I shall take you with me as long as you allow.
Through moments of weakness
and petty fights
Through little thoughts
and lonely nights
Under every lie
and fake expression
Under every cry
I said was nothing
Between the long days
and times apart
Between any absences
and broken hearts.
Over days of sleeping in
and holding tight
Over every comfort
we’ve found in the night
Under every kiss
we share upon lips
Under blankets held close
to hide our hips
Between every joy
we’ve ever found in each other
Between every day
we still want one another.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
“Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter conosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.” MRP
domingo, 25 de novembro de 2012
mulheres
Não, não vou começar por dizer "nós mulheres"... Não vou falar de mulheres só, também não vou falar de meninas, de raparigas, vou falar de Mulheres!
Vou falar daquelas que brilham porque têm o seu brilho, aquelas que nunca nos surpreendem por esperarmos mais e mais delas, aquelas que venha a tempestade que vier se mantêm em pé, intactas mesmo não tendo forças... Gostava de vos falar das inúmeras qualidades que uma mulher tem mas é impossível, umas desconheço, outras não se explicam, outras provavelmente não me vou lembrar. Ser Mulher... Ser Mulher é ser tanta coisa, quanto a mim é uma das coisas mais complicadas de se ser, e não, não o digo por ser mulher, não o digo porque ser mulher implica ser dona de casa, ou por carregar 9 meses um bebé dentro de mim, ou até por muitas delas serem descriminadas, parabéns a isso sim, mas não me refiro a essas "pequenas coisas", refiro-me á responsabilidade que é assumir este papel. Ser Mulher (com M grande) é lutar por causas perdidas e sair vencedora, é estar antes de ontem, hoje e amanha, é viver sem recompensas, andar nas incertezas com toda a certeza, é «sorrir a tristeza e chorar a alegria», acreditar quando ninguém acredita, adiar sonhos por ti, por ele, por os outros, reconhecer um sorriso triste, uma lágrima falsa, é não esquecer mas perdoar sempre, é cair no fundo e emergir sem suportes e ajudas, é fazer mil papeis ao mesmo tempo, é saber dizer na hora certa, é chorar por amor sem vergonha, é sentir-se incapaz e faze-lo, é saber esperar por um recomeço, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes. É curar a ferida aos outros , é chorar por toda agente e pouco depois sorrir sem remorsos, é subir degraus de olhos fechados é também muitas vezes ouvir e calar. Mas ser mulher vai para além disso, chega ao ponto de ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividí-lo com o mundo. E por isso alguém que seja uma Mulher, para mim, merece tudo.
Baseei-me sem duvida na Mulher da minha vida, mãe.
Baseei-me sem duvida na Mulher da minha vida, mãe.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
para ti meu anjo
Quem é que nunca escreveu para o
seu amor? Ou melhor! Quem nunca escreveu para a pessoa que mais ama? Quem nunca
sentiu essa vontade e necessidade de expor o que sentia, o que nutria e o quão
grande é o amor, o quão intenso é o que se sente, e quão inexplicável é estar
assim… EU. Nunca escrevi para ti, nunca escrevi para ninguém antes de ti… ou se
escrevi, foram só palavras escritas. Agora, agora são sentidas, são coisas
vividas, momentos passados e nunca desperdiçados, declarações sem arrependimentos
e decisões sem remorsos, e tudo porque é a primeira vez que ganho coragem para
dizer de uma vez por todas a importância que tens na minha vida, o que te tento
demonstrar todos os dias, o que te tento explicar sempre que duvidas, o que
nunca senti, o que tu és para mim… o meu anjo. É
verdade que não tens asas, é verdade que não voas, mas não sei como ou graças a
quê, tu me consegues por a voar. É verdade também que não estas em todo o lado
comigo, que não me ficas a ver na nuvem e me vens socorrer quando algo está mal.
Mas eu sei que estas lá, sei que faça o que fizer tu não vais hesitar em
ajudar-me em tudo o que podes, sei que me basta ver o teu sorriso para me salvares
de todo o mal que me aconteça, de todas as más energias e de todas as maldades
que o dia reservou para mim. Mas o melhor de tudo é que sei que és MEU. O meu
anjo.
E amor? Eu sei que não sabes
disto, sei que não sabes a importância que tens para mim, não o demonstro? Não,
eu só não sei demonstrar … Por isso estou a escreve-lo. A escreve-lo com o
receio de também não conseguir escrever. São 4:57 da manhã e só consigo pensar
quanto tempo é que falta para te poder ver outra vez, só ver. Porque acho que
estas chateado comigo e nem vou poder tocar-te… Claro que tinha de estar a
escrever isto neste momento não é? Afinal de contas só se percebe o verdadeiro
valor das pessoas quando as perdemos, neste caso quando estamos prestes a
perder… Eu já te perdi algumas vezes, e por isso reflecti e pensei tanto que agora é este o resultado,
foi esta a conclusão que cheguei. E é isto que para mim é o amor, o amor de
adolescentes podem chamar, a paixão intensa, o desejo insaciável de descobrir
mais e mais sobre ti, a rapidez do tempo a passar, a estupidez momentânea
quando estamos lado a lado, os erros cometidos por um só motivo: aproveitar. O
que é certo é que com isto tudo já passou algum tempo, já é 5:15 da manhã, já ouvi
todas as musicas que podia ouvir, já relembrei tudo o que rimos, o que
choramos, tudo o que podia ter evitado, tudo o que podia ter feito e tudo o que
somos. Resta-me esclarecer que já mais irão separar-me de ti, podem separar-te
de mim mas de ti? Não o consigo fazer. E muito menos tenho motivos para isso.
Afinal de contas és o meu anjo. E aqui é a parte em que nos comparo com Romeu e
Julieta, a parte em que me comparo com Florbela Espanca e digo-te que é amar-te
assim perdidamente… é seres alma, e
sangue e vida em mim.
Da tua Princesa <3
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
a suposta carta
Mãe e Pai...
ensinaram e por muito que as vezes tenha medo de ser, sou. De facto a minha vida não é um conto de fadas e princesas, mas só não é porque as fadas não existem. Costumam dizer que colhemos aquilo que plantamos, e é certo que a minha vida não é mais que isso, aquilo que planto, que deixo crescer, aquilo que eu mereço... Nem tudo é bom, mas também nem tudo é mau, com isto é muito claro que quero dizer que não tenho uma vida perfeita, e se calhar nem me esforço para a ter. Como toda agente tenho uma rotina, tenho o amor caloroso vindo de ti mãe, o amor intenso recebido de ti pai, tenho amigos bons, amigos maus, tenho os amigos-irmãos, tenho paixões, tenho velhos amores, tenho intrigas e desavenças mas não passam disso. Nos últimos dois anos há quem diga que regredi, há quem diga que estou a piorar e nem me estou a aperceber-me, mas sem querer discordar, ou não tirando a importância dessas palavras na minha lista de preocupações eu risco-as e escrevo por cima "estou a crescer, e vou aprender com aquilo que não está certo" e aqui se junta um mar de argumentos para o negar, para tirar da minha cabeça esta ideia e finalmente forçar-me a não sair dos limites. E aí eu suspiro... e tento vos explicar... Alguém, alguém muito importante disse-me à relativamente pouco tempo, numa das mais vulgares e quase forçadas conversas de família: "Se não o fizeres agora, quando é que vais fazer?" acabadas as palavras, a épica e desinteressante conversa, tornou-se numa das coisas que mais me marcou nesta altura da minha vida, que por muitos é relatada, discutida e denominada por irresponsabilidade; agir sem pensar; viver como se fosse o último dia, não olhar para as consequências... entre diversas expressões que para não fugir do tema têm de ser negativas, a mais conhecida é - a adolescência. Claro que não é nenhuma ofensa, mas para mim, e para muitos estou certa que a vêm como um certo eufemismo, como se a adolescência de agora fosse destroçada por tudo o que fazemos, como se fosse desperdiçada só de forma errada tornando-a numa fase má, então resolvi mudar isso. Aceito ouvir-vos, não vos desrespeito, mas acontece que antes de me proporem (eufemismo, novamente) os vossos limites, vou eu limitar, vou eu ter a noção do que faço, vou eu dizer para mim mesma "se o fizeres arrependes-te!". E estava a falar de mim, no que sou... acabei por falar do que penso agora, nestes tempos, porque o que penso é o que sou.
Da vossa menina*
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