segunda-feira, 11 de março de 2013

a conclusão das conclusões

2012
escrevo para ti, apenas porque já passaste. A mistura de sensações, sentimentos... O frio e o calor que me deste, a maturidade que ganhei e perdi, e por falar em perder... as perdas que tive que de tão más foram tão boas, ou até as de tão boas foram tão más. Se tivesse que te dar um nome teria de ser indeterminado, indefinido, impreciso... Porque me deste tudo menos certezas, isto é, as certezas devia ser eu a criar mas não me deste bases para isso. hoje disseram-me que "era melhor o desconhecido que os males que se conhece" e pensei sobre isto para poder utilizar também mas de facto para mim não faz sentido, os males que conheço só fizeram de mim imune a todos esses que passei... o desconhecido destrói me de curiosidade e magoa-me com o choque. só não o acontece se continuar a desconhece-lo, funciona de igual forma com as vossas cabeças e pensamentos quanto menos conhecimento tenho sobre isso melhor fico e após esta fácil conclusão, conclui sobre ela, que não posso agarrar-me aos males que conheço e sim à imunidade que ganhei contra eles. Gosto de conclusões depois de analisar bem o que me dizem, mas de concluir a interiorizar vai uma distancia tão grande que me perco a divagar na conclusão... e aqui estou eu outra vez, a perder-me e a encontrar-me no meio de sentimentos embrulhados em palavras, a martirizar-me com filmes dramáticos e musicas que combinam com o cenário, a seleccionar escolhas e e enumerar consequências, a tentar esquecer o passado, piorando o presente com o tempo perdido... A pedir desculpa aos que estão comigo em 2013, a tentar dar-lhes tudo o que tenho e a lamentar-me porque ainda estou em 2012

http://www.youtube.com/watch?v=zr5mCBFejIE

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

RR

"A verdade é que não costumo escrever para muitas pessoas, somente para as que me marcam imenso ou em estado de profunda tristeza ou alegria uma vez que as ações valem mais que inúmeras palavras porém acho que tu mereces que tente descrever por palavras o quão importante te tornaste na minha vida, sim que “tente” uma vez que é tão forte a tua presença que será difícil limitá-la a determinadas palavras.
Ao longo deste tempo inúmeras pessoas me têm desiludido e infelizmente apercebi-me que são raras as pessoas em que posso confiar. Talvez tenha dado demais a tais pessoas e embora não esperar nada em troca, criei um limite ao qual achasse impossível ultrapassar porém foram várias que o chegaram a fazer. Nestes últimos meses mudei completamente, não que seja uma nova pessoa mas vivo com receio do que esta sociedade possa fazer e como tal fechei-me e são raras as pessoas para o qual me consigo abrir, isto não significa que sou diferente para este ou aquele porque a essência continua a ser a mesma contudo não é qualquer um que chega ao meu interior, não é qualquer um que conhece os meus característicos pormenores que verdadeiramente me tornam o que sou e é precisamente aqui onde tu apareces, foste uma espécie de luz que se apoderou dos meus dias e que me mostrou que ainda há pessoas em que podemos confiar. 
Embora não nos conheçamos há muito tempo (em comparação a algumas pessoas) sei que posso confiar em ti de olhos fechados além do mais, o que importa não é a quantidade mas sim a qualidade. Devo-te dizer que és das melhores pessoas que eu conheço e que te admiro bastante. 
Nunca te esqueças que os fortes não são aqueles que nunca caíram mas sim os que mesmo caindo várias vezes têm força para se levantar e tu meu amor és uma guerreira. Inúmeras pessoas entram e saem da nossa vida com o passar do tempo, algumas delas mesmo sem motivos tomam a decisão de seguirem o seu caminho sem nos incluírem nele e por mais que nos custe temos que aceitar e prosseguir mas as verdadeiras permanecerão do nosso lado em qualquer circunstância. Todas as más situações trarão algo positivo e por mais que não o vejas de imediato acabarás por notar tempos mais tarde.
Eu? Eu estarei sempre aqui do teu lado, de certo que iremos discutir não uma mas sim várias vezes mas como tudo na vida também tem que haver uma parte “menos boa” para que haja um equilíbrio.
Amo-te"

RAQUEL RODRIGUES* thank you meu amor

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

But I love your feet 
only because they walked 
upon the earth and upon 
the wind and upon the waters, 
until they found me.

domingo, 20 de janeiro de 2013

My head your chest

Encontrei-me, encontrei-me no meio do deserto, sem água, sem pensamentos, sem palavras, simplesmente encostada ao teu peito, a respirar e a hidratar-me com esse teu amor intenso. Encontraste-me primeiro sim, o que interessa é que ajudaste a encontrar-me quando eu nem tencionava procurar-me. Entregaste-te para eu poder entregar-me. E agora aqui estou eu, comigo outra vez, no meu mundo de encontros e desencontros, correntes e tempestades, de remorsos e recalcamentos, de pensamentos, de memórias de âncoras. A sorrir, a sorrir por simplesmente estar a ver a tua mão entrelaçada na minha, os teus olhos a contornarem os meus traços… A sorrir por te ter assim desta maneira, a pensar sem pensar, a sonhar sem sonhar, a ter pouco mas com tanto. E tudo porque estou encostada ao teu peito, num pensamento tão profundo que acabo por desligar da realidade, acabo por desligar-me de ti e ligar-me somente ao teu corpo, sentir todos os pontos que se tocam, esperar pela tua expiração para inspirar o teu ar, a ouvir e sentir as tuas arritmias e tudo o que é mais profundo e difícil de se ouvir. No meio disso, quase que me perco em ti, no teu peito, a minha respiração compassada começa a ficar sem folgo, a dor quase volta… Mas tu és tão mais forte que isso, mais forte que eu e que a minha cabeça, que antes de cair tu amparas-me sem dar conta que estou prestes a dar uma queda outra vez, sem querer e como sempre puxas-me contra ti sem eu ter tempo de olhar para o abismo. Se eu tinha uma ideia de segurança, agora tenho uma ideia de segurança intensificada e se aquilo que eu tinha era a minha ideia de amor, isto é a coisa mais inexplicável que já tentei explicar!

(continua)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"pensar é destruir"

O homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar. Viver a vida de correntemente  exteriormente, como um gato ou um cão - assim fazem os homens gerais, e assim se deve viver a vida para que possa contar a satisfação do gato e do cão. 
Pensar é destruir. O próprio processo do pensamento o indica para o mesmo pensamento, porque pensar é decompor. Se os homens soubessem meditar no mistério da vida, se soubessem sentir as mil complexidades que espiam a alma em cada pormenor da acção, não agiriam nunca, não viveriam até. Matar-se-iam assustados, como os que se suicidam para não ser guilhotinados no dia seguinte. 

Fernando Pessoa